quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A Cura

Um jovem executivo em ascensão recebe sua primeira grande missão: buscar um dos donos da empresa em seu retiro curativo, para resolver problemas urgentes em Nova york. O Ambicioso Lockhart (Dane DeHaan) não hesita na hora de viajar para um remoto castelo nos alpes suíços, que abriga uma clínica cheia de mistérios onde gente rica vai em busca de uma cura milagrosa.

Caso você tenha conferido o gênero de A Cura antes de entrar na sala escura já deve ter adivinhado: ninguém nunca deixa a clínica. Supostamente porque encontram uma nova e maravilhosa vida lá. E quem iria querer deixar lugar tão maravilhoso?

O problema é que, assim como o argumento inicial, você provavelmente também vai adivinhar o grande mistério que envolve a clinica muito antes do que deveria. Isso porque o diretor Gore Verbinski (voltando ao terror após 15 anos, desde que comandou O Chamado) não apenas bebe da fonte de vários outros filmes do gênero, como as replica sem o menor disfarce.

Logo, não se surpreenda se por exemplo lembrar de O Iluminado enquanto o protagonista anda pelos simétricos e extensos corredores do centro de cura. Ou com a imediata falta de contato com o mundo exterior assim que se chega ao local, o comportamento dos funcionários e pacientes, e a lenda sobre o local que vai mudando e crescendo conforme o filme avança e um grande quebra-cabeças a ser resolvido.


E já que tem muitas referências como base Verbinski não economiza na hora de colocar os "medos" em cena. Nos tradicionais receio de morrer ou estar ficando louco, até bichos nojentos e medo do dentista. Tem cenas para incomodar todo tipo do expectador. Ao menos para isso, ele opta pela criação de suspense, ao invés dos sustos fáceis.

A fotografia com uma paleta pálida e sem vida, é um dos pontos fortes. É melancólica e sombria, mas nunca escura opção mais óbvia para produções do gênero. O outro é o bom elenco que faz o que pode, com seus papéis previsíveis. Jason Isaacs, Celia Imrie, Harry Groener e Mia Goth completam o elenco principal.

Caso você tenha visto pouquíssimos filmes de terror, A Cura pode até trazer algumas surpresas. Se é fã incondicional do gênero pode admirar as cenas muito bem construídas. Mas se curte terror e busca um suspense imprevisível ou cenas que dão pesadelos, o máximo que vai conseguir é um certo "nojinho" de algumas sequencias, nada que não possa ser curado esquecido após o fim da projeção.

A Cura (A Cure for Wellness)
EUA - 2017 - 147min
Terror
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

9 anos falando nisso...

Devo admitir, minha celebração de aniversário do blog este ano está atrasada. Na verdade, o Ah! E por falar nisso... completou nove anos na última quarta-feira, dia 08 de Fevereiro. Mas, não deu tempo do post sair! Esta correria no entanto é o exemplo perfeito de como foi este último ano de blog e de como provavelmente o próximo será.

Mesmo atrasada, não vou deixar de comemorar, afinal o blog continua firme e forte. Por muito mais tempo do que imaginei quando comecei um passatempo novo lá 2008. O conteúdo cresceu, e os projetos paralelos (já conhece o Roteiro Adaptado?) também, por isso a celebração: devagar e sempre, estou conseguindo.

Sem mais enrolação, vamos aos números. Este é o post número 1085 do blog, 170 textos novos desde o último aniversário. A pagina do Facebook ultrapassou a marca de 400 seguidores. Tudo isso sem artifícios ou atalhos, como entrega de prêmios, troca de links, compra de seguidores, entre outras coisas estranhas que rolam pela blogsfera. Uma comunidade unidas apenas por bom conteúdo -  ao menos o melhor que posso oferecer - produzido por apenas uma pessoa, cujo blog não é a única, ou principal ocupação.

Pode não parecer muito para páginas com "zilhões" de seguidores, blogueiros e youtubers celebridades. Mas é uma conquista pessoal, para esta humilde blogueira que vos escreve, e aproveita para agradecer.

Obrigada à você que passa por aqui, seja desde sempre, recém chegados, leitores fiéis, visitantes de uma só vez, ou que acharam a página por acidente. Obrigada por me dar um motivo para continuar, por diminuir a sensação que muitos tem de estar enviando textos para o enorme universos de conteúdos perdidos que a internet pode ser.

E agora me despeço, com a pergunta: bora enfrentar mais um ano?
Estou pronta para tentar!

Temporada 2017 iniciada...
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cinquenta Tons Mais Escuros

"Se entregue a algo um tom mais escuro"; "Sem mais regras"... Não se deixe enganar pelo tom supostamente ousado do marketing de Cinquenta Tons Mais Escuros. Em matéria de ousadia, este longa chega ser até mais comportado que seu nada audacioso predecessor. De fato, a tal ausência de regras significa o oposto do que o imaginário coletivo esperaria.

Após a negativa de Anastasia Steele (Dakota Johnson) às práticas de sadismo de Christian Grey (Jamie Dornan) no final de Cinquenta Tons de Cinza, neste longa o rapaz volta à procurá-la disposto a deixar seus hábitos para ter a amada de volta. Antes disso uma sequência de abertura envolvendo um pesadelo/flashback de infância está presente para justificar o comportamento do mocinho. Afinal, neste mundo de "falsa ousadia" nenhuma pessoa saudável seria adepto de BDSM.

Ao menos neste longa, o sadismo extremado do personagem tem consequências que justificam a vergonha por cometê-los. Elas vem nas figuras da traumatizada ex-submissa de Grey, Leila (Bella Heathcote, de Orgulho Preconceito e Zumbis e Sombras da Noite), e da ex-mentora obcecada Elena (Kim Basinger), que aparecem para apontar todas as coisas que podem dar errado na relação dos protagonistas. Junta-se a elas, o chefe abusivo de Ana, Jack Hyde (Eric Johnson) como antagonistas do casal. Com três opções a trama nunca escolhe qual antagonismo vale uma abordagem mais profunda. Até porque, o foco real é a relação do casal e seus supostos limites.

Neste ponto, o dilema não avança muito. Agora supostamente as vontades da mocinha são levadas em conta, embora pouco à pouco estas se mostrem bastante suscetíveis as vontades no agora oficialmente namorado. Assim, apesar de melhor filmadas, as cenas de sexo seguem o mesmo padrão de evolução do filme anterior. Saindo do "amor comportado" até o retorno do controverso quarto vermelho. A grande diferença seria que agora há uma relação romântica igual entre as partes, infelizmente a química dos atores não ajuda muito a nos convencer disso. Nem mesmo com o aumento de cenas de romance água-com-açúcar.

Entretanto há sim, no longa um tema interessante a ser abordado. Transformado em um transtorno de personalidade, as preferências de Grey tem consequências desastrosas em relação à Leila, em uma cena que temos um vislumbre de um nível absurdo de submissão. Infelizmente o aprofundamento para por aí, e o tema é desperdiçado. O mesmo vale para a breve participação de Basinger, mas ao menos à indicação de que a veterana terá um papel maior no próximo longa. Cinquenta Tons de Liberdade já está filmado e tem uma prévia exibida durante os créditos e data de estreia: Fevereiro de 2018.


Quanto à Cinquenta Tons Mais Escuros, diálogos previsíveis, tentativas fracas de suspense com soluções absurdas (atenção à sequencia do helicópitero) e uma trilha sonora mais interessante são as principais características do filme. Seu melhor feito é ser uma versão melhor lapidada do primeiro longa e trazer a esperança de mais conteúdo para a sequencia, ao apresentar novos personagens. Enquanto isso, ficamos na esperança que o desfecho da versão para o cinema da trilogia literária de E.L. James, tenha o mínino conteúdo para justificar o burburinho que a acompanha nas páginas e nas telas.

Cinquenta Tons Mais Escuros (Fifty Shades Of Grey 2: Fifty Shades Darker)
2017 - EUA - 118min
Drama/Romance


Leia também a crítica de Cinquenta Tons de Cinza
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

LEGO Batman: O Filme

Ben Affleck que me desculpe, mas acho que finalmente encontrei meu homem-morcego favorito (sempre fui mais fã do Superman). E ele é o protagonista de LEGO Batman: O Filme (voz de Will Arnet). Vivendo em um mundo nada realista e ultra-colorido - mesmo porque a única coisa maneira o suficiente para usar preto é o Batman - encontramos uma versão do herói em que o peso de seu trauma de infância não conduz todo o seu comportamento, embora ainda influencie suas atitudes.

Egocêntrico e solitário Batman ama sua vida de celebridade maior de Gotham, e sua capacidade de solucionar os crimes da cidade sem ajuda. De fato a polícia nem tenta, para qualquer ameaça a reação imediata é acionar o bat-sinal. Mas quando o Comissário Gordon (Hector Elizondo) se aposenta e é substituído por sua filha Bárbara (Rosario Dawson), as nova ordem é abandonar a "bat-dependência" e voltar a resolver os crimes. Enquanto isso, o Coringa (Zach Galifianakis) se empenha em um plano mirabolante para provar que é o arqui-inimigo do herói.

Uma paródia divertida e inteligente cheia de referências ao universo do Batman. E com o luxo de poder explorar não apenas os heróis da DC, mas todas as franquias licenciadas para a empresa dos blocos coloridos. O resultado é, uma reunião de personagens das mais diferentes épocas e origens, capaz de colocar um sorriso de orelha-a-orelha de qualquer nerd, ou fã de cultura em geral. Sempre com bom humor passeamos por reuniões há muito aguardadas, e nos deliciamos com encontros não só inesperados, mas impossíveis em qualquer outro universo.

Como de praxe, o plano do vilão é facilmente deduzível. Assim como a jornada de nosso herói, que vai ter que aprender a não ser o centro dos holofotes, trabalhar em equipe. E claro superar seu trauma de infância: fazer parte de uma família.

Achou pouco? Neste universo - o mesmo de Uma Aventura Lego - qualquer coisa ao redor dos personagens, pode se tornar um gadget para o herói. A habilidade de criar livremente com os blocos era o tema central do primeiro filme. Aqui serve de recurso para tirar os personagens de situações impossíveis.

A animação traz um elenco de estrelas em pontas de luxo que incluem Michael Cera, Channing Tatum, Jonah Hill, Zoe Kravitz, Mariah Carey, entre outros. Nenhum no entanto mais surpreendente que a escalação de Ralph Fiennes como Alfred, especialmente quando descobrimos a participação de outro personagem icônico do ator cuja identidade não convém nomear no momento. Para quem conseguir assistir com áudio original a graça é tentar adivinhar quem é quem. Mas não precisa fugir da versão nacional, que acerta na adaptação das piadas para o público brasileiro.

LEGO Batman pode não trazer uma visão extremamente fiel do personagem. De fato alguns nem o colocariam na lista de filmes de super-heróis de 2017, categorizando-o apenas como animação. Mas não se engane, o longa metragem é sim uma animação bem produzida, uma excelente comédia e um filme de super-herói eficiente. Surpreendentemente deve agradar crianças, adultos e até os fãs de quadrinhos mais exigentes.

LEGO Batman: O Filme (The LEGO Batman Movie)
2017 - EUA - 104min
Animação
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Estrelas Além do Tempo

Algumas histórias nos surpreendem tanto pela jornada em si, quanto pelo fato de nunca terem sido contadas. Estrelas Além do Tempo é um desses casos. Afinal, a maioria de nós sequer cogitou a existência de mulheres negras trabalhando na Nasa durante a corrida espacial, principalmente no segregado sul estadunidense.

Katherine G. Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), faziam parte do grupo de "computadores", pessoas que faziam os complicados cálculos que a agência precisava antes da chegada dos computadores. É claro, todo o serviço era realizado na área destinada as pessoas de cor na instalação. Quando os Russos ameaçam tomar a liderança da corrida mais talentos e esforços são requisitados e é aí que as protagonistas encontram e aproveitam a oportunidade de crescer. Não que os "brancos" tenham de fato lhes dado tais oportunidades.

Prodígio da matemática desde a infância, Katherine, única capaz de compreender um determinado tipo de cálculo, vai trabalhar em um novo setor. É claro, um que nunca teve uma pessoa negra ocupando uma de suas mesas. Dorothy corre contra o tempo para se preparar para a chegada de um computador da IBM, que inevitavelmente tornará seu cargo atual obsoleto. Enquanto Mary luta para ter o direito de estudar e se tornar engenheira. Tudo isso sem deixar de lado os compromisso com família e umas com as outras, já que são retratadas como boas amigas.

No contraponto, seus coadjuvantes de luxo Kirsten Dunst e Jim Parsons, são as personificações mais diretas de todo o preconceito com que elas precisam lidar. Embora o filme traga tanto exemplos de racismo direto, quanto velado e ainda aqueles cometidos sem sequer perceber: é hábito! A dupla de antagonistas se sai bem, embora Parsons tenha apenas uma versão mais maliciosa do Sheldon Cooper para trabalhar. Ele é um bom ator, só precisa conseguir papéis diferentes.

Já o diretor da NASA Al Harrison (Kevin Costner) é uma espécie de mentor para Katherine, que divide a mesma paixão pelos números, mas não a mesma realidade. De fato, ele nem faz ideia das dificuldades de sua funcionária mais brilhante até que ela as exponha para ele em uma ótima cena de catarse. E mesmo quando ele toma uma atitude, não é por ela, ou por seus direitos, mas em prol da corrida espacial. Um detalhe como cor da pele, não pode atrasar o trabalho da Agência.

Não que o trio não consiga respeito de alguma forma. Não por quem são, ou por seu esforço, mas pelo resultado que entregam. Reconhecimento? Isso só virá no século seguinte. Embora cada uma delas tenha conquistado seu espaço dentro de suas áreas de trabalho.


Já do lado de cá da tela, o trio de protagonistas é carismático e não demora a conquistar o público. Mantendo o interesse, mesmo durante as pausas na corrida espacial para termos um vislumbre de seu dia-a-dia, e nos críticos momentos onde discutem matemática que está além do alcance do expectador comum.

Estrelas Além do Tempo é uma produção bem resolvida e eficiente ao retratar o esforço e o trabalho destas mulheres. Além de cumprir a importante tarefa de apresentá-las finalmente ao mundo.

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)
2016 - EUA -127min
Biografia/Drama
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

IBoy

Eu sei que já está ficando chato o excesso de comparações que as pessoas que as pessoas fazem entre qualquer coisa tecnológica e Black Mirror. Entretanto, neste caso, preciso entrar no coro: IBoy poderia tranquilamente figurar entre um dos episódios da antologia, mas também poderia estar inserido em qualquer universo de super-heróis. Embora, neste último quesito o filme da Netflix tenha sua própria identidade, se comparado ao que tem chegado ao cinema.

Tom (Bill Milner, o jovem Magneto de X-Men: Primeira Classe) presencia um ataque à casa da garota por quem é apaixonado, Lucy (Maisie Williams, a Arya de Game of Thrones). O Rapaz tenta fugir enquanto chama a polícia, mas é baleado. Ele acorda dias depois com fragmentos de seu smartphone em seu cérebro e a habilidade de se conectar com qualquer eletrônico. Morador de um bairro com uma onda de violência crescente, não é preciso ser um gênio para deduzir como ele decidirá usar suas novas habilidades.

Sim, o protagonista é um "super-hacker", com a mente consegue acessar e interferir na vida das pessoas através de nossos inúmeros dispositivos conectados à internet. Contexto que precisa sim de uma boa dose de suspensão de descrença do expectador, mas é a mesma que nos faz crer que um inseto radioativo pode fazer um adolescente ser capaz de escalar prédios. Logo, não é difícil comprar a ideia, especialmente graças a boa solução gráfica para colocar as atividades do hacker em tela sem precisar de explicações, falas, ou mesmo gestos grandiosos.

Uma história que começa como uma busca por justiça, se transforma em uma trama de vingança e posteriormente uma tentativa de salvar a cidade. No processo Tom descobre a extensão de suas habilidades. Podemos vê-lo utilizando-as tanto para coisas pequenas e banais até grandes interferências em instituições altamente protegidas, ações através de grandes distâncias e com enorme quantidade de dados. Por isso, soa um pouco discrepante quando, no auge de sua capacidade, Tom decide tomar uma atitude presencial à moda antiga, levando o filme para um clímax tradicional.

Felizmente, este clímax simplifica, mas não esquece completamente a premissa do filme. E principalmente seus temas: a violência urbana, o excesso de tecnologia em nossas vidas e a vulnerabilidade que ela traz. Nas questões que competem ao herói estão: como lidar com suas habilidades, as "grandes responsabilidades" que vem com ela, quais os limites, e tudo que pode dar errado ao escolher usá-las.

IBoy tem um protagonista fácil de se relacionar, cujas motivações são compreensíveis. Aborda problemas contemporâneos com estilo e tom próprios. Uma opção diferente para quem gosta tanto de super-heróis, quanto de tecnologia. A boa seleção de elenco traz ainda conta com Miranda Richardson e Rory Kinnear. O longa é uma produção da Netflix e já está disponível na plataforma de streaming.

IBoy
2017 - Reino Unido - 90min
Ação/Ficção-cientifica
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Informações úteis para sua maratona de Desventuras em Série

Talvez este manual não sexa extremamente necessário por duas razões: primeiro porque Desventuras em Série já tem um Narrador, preocupado, cheio de alertas e informações úteis. E segundo, porque é altamente recomendável que você assista outra série caso esteja procurando entretenimento. Esta produção não deve lhe trazer nenhum segundo de felicidade. Entretanto, caso você esteja disposto, o texto a seguir traz informações que podem aprimorar sua maratona, ou prolongá-la, caso você já tenha terminado.

Na série da Neflix adaptada dos livros de Lemony Snicket Violet (Malina Weissman), Klaus (Louis Hynes) e Sunny Baudelaire (Presley Smith), perdem os pais em um incêndio que destrói completamente a mansão em que viviam. Órfãos, são enviados de tutor à tutor conforme o primeiro deles o malvado, e mal ator, Conde Olaf (Neal Patrick Harris) elabora e executa esquemas para roubar sua fortuna. Inclua aí, a incapacidade dos adultos que os cercam de compreender e acreditar em coisas óbvias, e um grande mistério sobre a morte dos pais das crianças.

Informações úteis para sua maratona de Desventuras em Série


1 - Esta primeira temporada tem 8 episódios e adapta 4 volumes da série de livros. Cada título é desenvolvido em dois episódios. Um Mau Começo, A Sala dos Répteis, O Lago das Sanguessugas e Serraria Baixo-Astral são os volumes abordados. A saga dos Baudelaire tem 13 livros no total.

2 - Cada par de episódios que abordam um livro tem sua própria abertura, que dá dicas sobre a aventura que está por vir. Não deixe a Neflix pular as aberturas e veja as variações da música interpretada por Neil Patrick Harris.



3 - Destes livros apenas Serraria Baixo-Astral não foi abordado na versão para os cinemas da franquia, lançada em 2004 com Jim Carrey.

4 - Sim, se você assistiu o filme, comparações são inevitáveis. Assim como quem leu os livros, vai procurar cada detalhe!

5 - E já que mencionamos, a luneta que Klaus encontra na mansão de seu pai, e que tem cópias reaparecendo aqui e ali, não existem nos livros. Elas são uma invenção do longa de 2004.

6 - Lemony Snicket é o pseudônimo usado por Daniel Handler. Além disso, Snicket é narrador e personagem vivido por Patrick Warburton, oferece informações preciosas sobre a trama, e apelos desencorajadores, para que você vá assistir algo mais alegre.

7 - Achou a Violet familiar? Provavelmente você já viu Malina Weissman antes em Supergirl onde ela viveu a jovem Kara. Ela também é bastante parecida com Emily Browning que interpretou a personagem no filme de 2004.

8 - Apesar de só falar em seu inteligíveis sons de bebê Sunny tem falas no roteiro sim. E elas são interpretadas por Tara Strong, a atriz é especialista em dar voz à personagens, e tem uma extensa lista de créditos de dublagem em animações e games.

9 - Catherine O'Hara interpreta a Doutora Orwell na série de TV. Ela também participou da versão para o cinema onde viveu a Juíza Strauss.

Daniel Handler
10 - Daniel Handler faz uma aparição especial em cena. Além de ser creditado duas vezes na produção, com o pseudônimo Lemony Snicket e com seu verdadeiro nome.

11 - Além de dicas da aventura em curso, a série tem várias referências aos livros e aos próximos episódios espalhadas em cena. Especialmente nas cenas em que Snicket aparece. Motivo para refazer a maratona com olhar mais atento.

12 - Apesar dos alertas que estão até na música de abertura, o programa é sim divertido. E melhor diversão para toda a família

13 - Como uma boa série dedicada a desfortúnios, o azarado 13 é seu numero chave. A série tem 13 livros, com 13 capítulos cada (o último tem também um epílogo). Seu nome original em inglês "A Series of Unfortunate Events", tem 26 letras (2x13). A adaptação da Neflix foi lançada em 13 de Janeiro, 13 anos depois do lançamento da versão para os cinemas.
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Todos os episódios do primeiro ano já estão disponíveis na Neflix. Os produtores planejam gravar a segunda, e talvez terceira, temporadas em breve para que as crianças não cresçam demais.

Confira a crítica de Desventuras em Série e leia mais sobre séries e Neflix.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Oportunidade para autores de contos de amor!

PUBLIQUE SEU CONTO DE AMOR EM LIVRO!
Hoje é dia daquela pausa para dar uma dica para futuros autores de best-sellers: Se você escreve contos de amor e deseja ser publicado, eis a oportunidade.

Você pode participar da coletânea Sem Mais, o amor - Contos de Amor em forma de cartas, emails, páginas de diário e outras formas de registro escrito, organizada pelo escritor Leandro Schulai.

Qualquer pessoa pode participar. Para submeter um texto à avaliação, basta acessar o site da editora www.andross.com.br . O prazo para recebimento de textos vai até 30 de abril de 2017 e o lançamento será em outubro de 2017, no evento "Livros em Pauta".

Sinopse: Fernando Pessoa já dizia que “todas as cartas de amor são ridículas”. E afirmava veementemente: “não seriam cartas de amor se não fossem ridículas”. Mesmo não vivendo o suficiente para conhecer novas tecnologias de comunicação, o poeta sabia bem que a interação verdadeira entre duas pessoas que se amam se despe de vaidades e apresenta a pureza de um sorriso. Sem mais, o amor é uma coletânea de contos românticos em forma de cartas, emails, páginas de diário e outras formas de registro escrito. E o mais importante: são histórias ridículas! Exatamente como o poeta disse que tinham de ser.

Essa é sua oportunidade de se tornar um escritor! 

P.S.: Se você conseguir não esqueça de mandar uma cópia.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Beleza Oculta

Tempo, Amor e Morte, é na conexão que todos no planeta tem com estas três entidades que Howard (Will Smith) baseia as regras para o funcionamento de sua empresa, e provavelmente sua vida. Logo, também são eles quem ele culpa por sua tragédia pessoal. Preocupados com o estado depressivo do amigo e a consequente derrocada do trabalho de suas vidas, seu sócio Whit (Edward Norton) e seus amigos Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) adotam medidas extremas e fazem Howard confrontar aqueles a quem culpa.

É aqui que entram em cena Brigitte (Helen Mirren), Raffi (Jacob Latimore) e Amy (Keira Knightley), atores de teatro que encaram o desafio de encarnar Morte, Tempo e Amor respectivamente. Para desempenhar os papéis eles seguem as dicas de Whit, Claire e Simon e não surpreendentemente influenciam as vidas destes também.

Assumidamente criado para ser um conto de natal, o filme inclusive se passa no período de festas sem que isso tenha grande importância para a trama, Beleza Oculta segue um caminho previsível e uma formula desgastada para tentar passar uma mensagem.

O problema é, já vimos este filme e já ouvimos esta mensagem. Logo, não demora muito para descobrirmos o curso da história. Mesmo com a tentativa (fraca) de manter algum mistério - um personagem muito doente, por exemplo, só passa a demonstrar sintomas quando é conveniente para a trama.

A história ganha alguns pontos, quando ao tratar de amor não se atém ao "amor romântico", mas as diferentes formas de amor. Escalar Michael Peña, para um papel dramático, e dar espaço a ele, também é uma escolha interessante. E claro, o elenco estelar também é um grande atrativo. Mas o que o elenco esforçado atrai com seu carisma, o filme perde na falta de originalidade e sutileza.

Boas mensagens são sempre bem vindas. E acredito que vamos gostar de praticamente qualquer papel em que Helen Mirren se engaje, seja ela uma atriz desconhecida ou a Morte em pessoa. Mesmo assim, Beleza Oculta apesar de bem feito, soa apenas como um filme que já foi feito. O expectador vai deixar, o bom elenco e as boas intenções do longa na sala escura e sair apenas com a sensação de que já viu aquele filme antes.

Beleza Oculta (Collateral Beauty)
2016 - EUA - 97min
Drama
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Informações úteis para sua maratona de The OA

The OA estreou na Netflix no período das festas de fim de ano, por isso muita gente só esta descobrindo a série agora. A crítica da primeira temporada já está disponível no blog há algumas semanas, mas nunca é tarde para algumas dicas para os não iniciados, e aqueles que querem se aprofundar um pouco mais.

Praire (Brit Marling) reaparece de forma inusitada após sete anos desaparecida. As circunstâncias sob seu desaparecimento, onde estava e como voltou estão longe de serem os maiores mistérios em torno na protagonista: a jovem era cega quando desapareceu, e agora enxerga perfeitamente.

1 - Não se sinta culpado por não saber exatamente do que se trata a série. Todo o trabalho de divulgação apostou no mistério.

2 - Seus amigos não te falaram muito sobre a série? Isso pode ter dois motivos. 1 - Eles não querem estragar sua experiência. 2 - Eles não tem muita certeza de como explicar a trama.

3 - Esta é a terceira colaboração entre os co-roteiristas Zal Batmanglij e Brit Marling. Os outros trabalhos foram O Sistema e A Seita Misteriosa. Enquantoo Britt também protagoniza a série, Zal dirige.

4 - Brad Pitt é um dos produtores executivos de The OA.

5 - Não tente descobrir qual caminho a série vai seguir. Toda vez que você achar que entendeu, na cena seguinte vai descobrir que estava errado. Ficar meio perdido na narrativa é parte da graça de acompanhar a série.

6 - Dil humanos, fé, ficção cientifica, multiverso, viagens interdimensionais, EQMs (Experiências de Quase Morte), são alguns dos temas que a série aborda. Em uma curiosa mistura de ficção-ciêntífica e elementos sobrenaturais.

7 - Sim, a série exige uma grande dose de suspensão de descrença em alguns momentos.

8 - Por outro lado, uma vez "pego" o espectador não consegue abandonar a trama, mesmo quando nada faz sentido, ou quando o ritmo varia.

9 - O ritmo varia bastante. Especialmente porque os episódios transitam entre o passado de Praire e suas atitudes no presente. Os momentos no passado são inevitavelmente mais interessantes.

10 - Oficialmente é um drama de uma hora, mas o episódio inicial tem 71 minutos, e o sexto 31. Olha aí a falta de ritmo se fazendo presente novamente.

11 - Aquele cara que você acha que conhece é Jason Isaacs o Lúcios Malfoy da franquia Harry Potter, sem vestes de bruxo e aquela bela peruca loira. Já os fãs de The Walking Dead vão reconhecer Scott Wilson, o Hershel.

12 - Os cinco movimentos apresentados ao longo da série foram criados pelo mesmo coreógrafo dos clipes da Sia (aqueles com a Maddie), logo... (Cuidado a cena abaixo pode conter SPOILERS)


13 - A trama é cheia de mistérios e reviravoltas. Também não sabemos se tudo que nos é contado é verdade. E o final deixa grandes pontas soltas propositalmente.

14 - É provável que quando a série chegue ao fim, você esteja confuso. Uma mistura de sentimentos que vão de - Ué já acabou? - Passando por - Não entendi? - Até a completa incapacidade de definir se gostou ou não da produção, mas com a certeza de que fez bom uso de seu tempo de maratona e que precisa de uma segunda temporada.
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Existem planos para uma segunda temporada de The OA, mas a série ainda não foi renovada pela Netflix. A primeira temporada tem 8 episódios, todos disponíveis na plataforma de streaming.

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