segunda-feira, 12 de junho de 2017

The Flash - 3ª temporada

Muitas incógnitas cercavam a terceira temporada de The Flash. Muitas mesmo! Isso porquê o final em aberto do segundo ano da série, não deixavam gancho apenas para a série do velocista, mas para todo o multiverso com que ele teve contato. Barry voltou no tempo, salvou a mãe e consequentemente alterou o futuro.

As apostas de mudança iam desde alterações nas relações de Barry e Cia, até trazer personagens mortos e Arrow de volta e mudar a Supergirl para a "Terra 1". Surpreendentemente, a CW não aproveitou o reboot com o tempo para ajustar roteiros das séries vizinhas - Kara nem tomou conhecimento da mudança lá na "Terra 38". Na série do arqueiro, apenas Diggle deixou de ter uma filha, para ter um filho. Já na vida do velocista tudo mudou.

Mesmo mudando de ideia e restaurando o passado à sua forma original, Barry (Grant Gustin) encontra um mundo bem diferente do que deixou. E, claro, consertar ou lidar com as consequências imutáveis dos seus atos são os maiores desafios do herói. Personagens morreram, outros surgiram, alguns ganharam habilidades que não tinham e por aí vai... Depois de algumas brigas, no entanto, a "equipe Flash" volta a se entender e à combater a nova grande ameaça: Savitar... um velocista!
Se tem um monte de gente que faz a mesma coisa que você, talvez você não seja tão especial assim...
Sim, aparentemente a grande ameaça de um velocista é sempre outro velocista. Este vilão em questão, passa metade da temporada dando poderes à pessoas comuns. Até que os mocinhos descubram seu grande ato final,  matar Iris (Candice Patton). A partir daí ele meio que só espera ser caçado, porque veio do futuro e conhece todos os passos até a sua "vitória". Sim, os motivos de Savitar são pessoais e sua origem é confusa. O fato de toda sua história só ser revelada nos quatro últimos episódios, enquanto a disputa alcança seu clímax, não ajuda. São muitas viagens no tempo, realidades alternativas, resquícios de outras linhas na narrativas e uma Força de Aceleração cheia de regras e vontades, para se explicar e resolver em tão pouco tempo.

Além disso tem a repetição da jornada ser sobre a perda de Barry. Mãe, pai e agora a noiva, o protagonista não sabe lidar com a perda. Infelizmente mortes acontecem. Tudo bem que em séries de TV é mais raro, mas uma hora temos que superar ou procurar um terapeuta. Além disso outros personagens já perderam entes queridos na mesma série, e seu luto não se arrastou mais que o necessário.

Mas aí, tem a jornada da transformação de Caitlin (Danielle Panabaker) em Nevasca, e sua relação com Cisco (Carlos Valdes) e Draco Julian (Tom Felton, o Draco Malfoy de Harry Potter). O treinamento de Wally (Keiynan Lonsdale), para se tornar um herói. O Harrison Wells  da vez, a.k.a "HR" (Tom Cavanagh, se divertindo com as muitas versões de uma mesma pessoa) vindo da Terrra 19, e descobrindo formas não ortodoxas de ajudar. A evolução do romance entre Barry e Iris, e as preocupações de todos em manter segura esta família louca e disfuncional que formam. Em outras palavras é pelos personagens e suas relações, que o expectador fica.

Se nos primeiros anos The Flash surpreendeu ao não ter medo de ser leve e nerd. A terceira temporada acerta nas relações entre os personagens que aprendemos a amar nos anos anteriores. Isso nos faz relevar uma explicação complicada ou uma resolução apressada de vez em quando, até CGI ruim e maquiagem caricata.

Mais confusa, e melancólica que as temporadas anteriores - Barry tá sempre triste! Até os personagens assumem isso - a terceira temporada da série do velocista se safou graça à empatia que temos com seus personagens. Mas não passaram despercebidas, as repetições já cansativas e a trama rocambolesca. Por mais que eu adore viagens no tempo tenho que admitir: talvez seja a hora de deixar essa tarefa pra Legends e buscar um vilão que não seja um velocista para que o Flash finalmente possa ser o tal homem mais rápido da terra que ele insiste em se auto-intitular na abertura!

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